quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aprender idiomas, as dificuldades são racionais?

Aprender idiomas, as dificuldades são racionais?

Aprendizado de idiomas, medo de se expressar em outra língua dificuldade de aprender inglês, comportamentos, habilidades, capacidades, objetivos, reallização, liderança, gestão, desenvolvimento humano, comunicação pnl, coaching, poder pessoal, neurolinguistica, persuasão, curso, bh, mg, desinibição, liderança, criatividade, trabalho em equipe, conflitos, clima organizacional, vendas, dinheiro, atendimento ao cliente, qualidade de vida, equilíbrio emocional, inteligência"Esse tipo de aprendizagem requer a formação de novas redes neurais."

"O domínio de uma língua estrangeira, especialmente o inglês, é cada vez mais frequente nas empresas. A maior parte dos candidatos às vagas, por sua vez, atesta nos currículos que fez o curso - o que em geral é verdade. Mas, na prática, são poucos os que sustentam uma entrevista mais detalhada em outro idioma ou mantêm uma conversação em inglês sem grande esforço. Para muitos prevalece a sensação de só cometer um erro atrás do outro. E o pior é que a insegurança quanto à gramática e o medo de cometer equívocos terminam por comprometer as possibilidades de acerto. Em muitos casos, nem mesmo muitos anos de aulas mudam essa situação". Atesta a matéria de Mente & Cérebro.

Uma rápida olhada para a epígrafe deste artigo, retirado, também da matéria citada acima, esclarece a questão. Ninguém aprende a própria língua através de métodos, mas sim da vivência e da observação. A criança não teme errar, ela apenas fala, fala, pergunta e pergunta sobre os significados das coisas que vê, ouve e sente ao seu redor. A esse processo natural de aprendizagem dá-se o nome de modelagem.

Então, o que acontece com o aprendizado de idiomas, principalmente para adultos, cuja dificuldade é grande?


As tentativas para se criar um método que facilite o aprendizado do novo idioma não cessam. Mas, todas essas tentativas são focadas em processos que envolvem estudo da gramática e conversação. No entanto, o que impede uma pessoa de aprender é exatamente os aspectros emocionais.

A matéria mencionada acima trata exatamente da controvérsia sobre o tema. Não existem mágicas já que o aprendizado de uma língua estrangeira exige muito mais do que ouvir, ler, escrever e falar. Exige adequação do sistema nervoso às particularidades de cada idioma. É viver uma nova cultura. Daí que os aspectos emocionais acabam influenciando muito. Isso, porque os métodos adotados por escolas de idiomas não levam em consideração que o aprendizado de um idioma vai além do idioma.

O francês Yves Thevenot, especialista em linguística e estudioso da Programação Neurolinguística - PNL debruçou-se sobre este tema e acabou desenvolvendo um método experimentado por ele para se tornar fluente em cinco idiomas, incluindo o português, no qual já se expressa razoavelmente bem, por escrito e verbalmente. Devido ao sucesso obtido ele passou a divulgar seu método pelo mundo com o nome de OPAL - Organic Patterns in Acquiring Languages.

O método OPAL trabalha com objetivos focados em:

a) bloquear os sistemas da própria língua para que a mesma não contamine as novas produções na língua estrangeira a ser aprendida;

b) modelar as características principais da segunda língua para que os enunciados produzidos sejam da melhor qualidade possível e estimulem da mesma forma  a motivação do aluno, além de criar as conexões neurológicas adequadas;

c) multiplicar as ocasiões de se praticar a segunda língua, tanto de forma consciente como inconsciente (especialmente durante o sono), permitindo, assim, ao aluno, atingir um nível de prática e de produção que garanta uma progressão real e importante.

Na pedagogia tradicional,  o foco é o aprendizado dos conteúdos linguísticos específicos. O aluno concentra seus esforços na aquisição de vocabulário, na gramática (sintaxe e morfologia), bem como no domínio  de um grande número de expressões idiomáticas ou de fórmulas úteis em um contexto de conversação específico.

No entanto, o ensino tradicional não traz indicações precisas quanto ao processo cognitivo pelo qual o aluno possa realmente se apropriar de uma segunda língua, fazendo com que ela se torne realmente sua. Isso significa desconsiderar a parte emocional e neurológica envolvida no aprendizado.

Ao contrário disto, o método OPAL  não propõe a aquisição de conteúdos linguísticos de uma determinada língua, mas sim visa a instalação ou reativação de estruturas cognitivas orgânicas (Organic Patterns), permitindo ao aprendiz  a integração das características próprias de qualquer língua estrangeira (características fonológicas, sintáticas, morfológicas). A partir daí, o aluno poderá produzir enunciados de ótima qualidade na língua alvo, uma vez que serão originados utilizando-se suas características  desde as primeiras frases construídas (bloqueando-se  aquelas de sua língua-mãe).