segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Autoajuda, Verdades ou Mentiras Autodigeriveis?

Autoajuda, Verdades ou Mentiras Autodigeriveis?

Autoajuda, verdades ou mentiras autodigeríveis, o que é autoajuda?, Como você se ajuda?, qual a proposta da autoajuda?, desenvolvimento humano, comunicação pnl, coaching, poder pessoal, neurolinguistica, persuasão, curso, bh, mg, desinibição, liderança, criatividade, trabalho em equipe, conflitos, clima organizacional, vendas, dinheiro, atendimento ao cliente, qualidade de vida, equilíbrio emocional, inteligência"Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida"

Sandra Carey

O termo autoajuda tem gerado muitas cifras em todo o mundo. No sentido literal, por ser um dos produtos editoriais que mais vende em todo o mundo. E, no sentido metafórico, por ter sido capaz de criar uma corrente de amor e ódio sobre si mesmo.

Os que odeiam a autoajuda a tratam de modo pejorativo, como algo sem importância, de qualidade duvidosa e, de certa forma, transferem essa falta de importância para um quê de preconceito em relação ao outro elo da corrente, formado por aqueles que adoram e sustentam a indústria da autoajuda.

Não importa se você é médico, engenheiro, matemático, físico ou curandeiro. Se for um estudioso possui livros técnicos em sua área de interesse e já os leu. Se você trabalha numa empresa e esta o orienta sobre algumas leituras e mesmo o inscreve em cursos, palestras e treinamentos, sejam eles técnicos, correlatos à sua área de atuação ou se são enquadrados na área comportamental, todos possuem uma coisa em comum: o hospedeiro do saber e dos aprendizados que o tornarão melhor para a sua função de médico, engenheiro, matemático, curandeiro, físico ou qualquer outra atividade que você exerça, será você. Certo?


A proposta deste artigo não é ficar do lado dos que odeiam ou dos que amam a autoajuda, mas sim oferecer argumentos que possam clarear as coisas entre os defensores das duas correntes. Os bons dicionários definem o termo autoajuda como sendo qualquer situação em que uma ou várias pessoas procuram se aprimorar em qualquer área de suas vidas, podendo ser esse aprimoramento na área emocional, financeira, tecnológica, etc. Votanto ao parágrafo anterior, uma pergunta: a quem, em primeira instância, a leitura das publicações ou a participação em cursos, palestras ou treinamentos proporcionou ajuda? A você, claro.

A próxima pergunta é se, de fato, houve ajuda ou perda de tempo? Se houve enlevo do saber e das capacidades de fazer ou se não.

Em 2007 participei como palestrante do V Congresso Latino-Americano de PNL, realizado em Salvador-BA. A palestra magna ficou a cargo de Michael Grinder, irmão de John Grinder, um dos có-autores da PNL. Michael fundamentou sua abordagem no que ele denominou de Pessoas Gato e Pessoas Cachorro. O trabalho dele é baseado nos perfís psicológicos de Carl Jung, ampliado por Katharine Cook Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers. Tais perfis definem padrões de comportamento num processo de quadrantes em que quatro caracteristicas básicas são desdobradas quatro vezes (4x4). Ou seja, todas as pessoas do mundo devem pertencer a um dos 16 tipos ou perfis psocilógicos prédefinidos. Michael foi além, transformou isso em dois lotes, ou você é gato e estará bem servido, pois terá o mundo a seus pés ou será um viralatas que fará afagos nas outras pessoas, os gatos bem sucedidos.

No final de sua paresentação de dois dias comentei com ele que via uma dicotomia entre os trabalhos dele em comparação ao de seu irão John e pedi sua opinião sobre isso, já que John estuda processos cognitivos que visam ver o indivíduo como um ser único e sob o qual imperam suas experiências conitivas, o cerne da PNL. Por outro lado, ele Michael acabara de apresentar uma simplificação de um processo que padroniza a humanidade em termos comportamentais.

A resposta foi imediata e de uma honestidade gigantesca. Ele disse algo como: Meu irmão estuda processos complexos relacionados a como as pessoas funcionam e mudam. É muito complicado e a maioria das pessoas não gosta de ouvir sobre isso. Eu prefiro dizer às pessoas aquilo que eles gostam de ouvir.

Segundo Roberto Shinyashiki, tudo é autoajuda. Concordo com ele. Se olharmos a coisa pelos olhos de Michael Grinder chegaremos à conclusão de que aquela dicotomia entre amor e ódio esteja exatamente no que diz respeito ouvir aquilo que se gosta de ouvir. Muitos autores navegam por essas águas, dizem frases de efeito, muitas até poéticas e filosóficas, mas que, carecem daquela porção de bom senso e, claro de praticidade, aplicabilidade e pessoalidade. Ou seja, dão conselhos, mas não oferecem os meios para que tais mágicas se concretizem.

Portanto, a autoajuda pode, dependendo de como você a utiliza, ser uma verdade ou uma mentira autodigerida, quem decide é você. Uma boa refeição...